Instituto do Sono do Vale  
 
Distúrbio do Sono
  • O sono e o envelhecimento
  • Doença de Alzheimer
  • Insônia no idoso
  • Sono com qualidade
  • Apnéia e Acidente de Trânsito

O sono e o envelhecimento

O envelhecimento da população mundial e a maior ocorrência de distúrbios de sono com o aumento da idade fazem com que este campo tenha uma crescente importância da Medicina do Sono.

Alterações do sono com o envelhecimento

A melhor forma de avaliar o sono em idosos é a polissonografia. Existem controvérsias sobre quais alterações do sono do idoso são normais e quais são devidas às doenças que aparecem na idade avançada. Quando se estuda uma população de idosos, que não apresenta queixas de sono nem doenças neurológicas ou psiquiátricas, observam-se alterações no sono que podem atribuir-se ao envelhecimento normal. Isto quer dizer que, muitas queixas comuns nos idosos referentes ao sono, são normais para a idade, como os exemplos a seguir:

1) Redistribuição do sono: maior tendência a cochilos e sonecas durante o dia com diminuição do sono noturno.
2) Ocorrência de despertares durante o sono noturno, permanecendo um certo tempo acordados na cama. Aquela "queixa" de que acorda várias vezes durante a noite.
3) Demora para pegar no sono, leva mais tempo para dormir do que quando jovens.
4) Os idosos tendem a despertar mais cedo, permanecendo longas horas na cama de madrugada, bem cedinho.
5) Aumento do estágio superficial do sono, e por este motivo tem facilidade para despertar com qualquer barulho.
6) Diminuição do sono profundo.
7) Maior freqüência de movimentos das pernas enquanto dormem (na Medicina conhecidos como "movimentos periódicos de pernas").

Doença de Alzheimer

Demência é uma condição na qual um indivíduo previamente normal vai perdendo a capacidade de memorização e raciocínio. A doença de Alzheimer é a causa mais freqüente e universal de demência acometendo cerca de 20% da população com mais 70 anos.

Acredita-se que alguns distúrbios do sono sejam específicos da doença de Alzheimer. Algumas das disfunções podem ser atribuídas à crescente desorganização no ciclo de temperatura corpórea e no ciclo vigília-sono, possivelmente associada à atrofia da parte do cérebro que os controla. Foi observado que a ausência de ritmo na secreção de um hormônio chamado melatonina.

A correção de fatores como falta de exposição à luz matinal, pouca atividade física, sono diurno, alterações na temperatura corpórea e pouca interação social pode ajudar a melhorar estas alterações de ritmo no idoso, favorecendo uma melhora na qualidade do sono.

A polissonografia pode diferenciar claramente o paciente com Alzheimer de outras condições de prejuízo da memória, sendo considerada hoje um exame de grande auxílio na avaliação do idoso.

Fonte: Sociedade Brasileira de Sono

Insônia no idoso

A prevalência de insônia no idoso varia de 19 a 38% em estudos recentes. No idoso a insônia com mais freqüência que no jovem é secundária a doenças neurológicas (Alzheimer, Parkinson, síndrome das pernas inquietas) e cardio-respiratórias sendo por essa razão mais graves e com dependência de cuidados. Distúrbios próprios do envelhecimento como a noctúria (despertar à noite para urinar) e a menopausa, também alteram o sono.

No homem a noctúria está relacionada à hipertrofia prostática e na mulher à resistência uretral pós-menopausa (a terapia de reposição hormonal ocasiona melhora deste quadro). A insônia psicofisiológica ou primária também é mais freqüente no idoso provavelmente devido a fatores psicológicos devidos ao isolamento social, empobrecimento material, pouca exposição à luz solar, e ansiedade decorrente do medo à morte e outras doenças.

Freqüentemente a insônia no idoso é tratada sem uma avaliação criteriosa de suas causas, sendo muito perigoso a automedicação. Ronco e Apnéia do sono no idoso A síndrome da apnéia obstrutiva do sono é uma condição onde o indivíduo apresenta paradas respiratórias ou redução da freqüência respiratória durante o sono, ocasionando dificuldade de oxigenação, vários despertares durante o a noite e sonolência durante o dia.

Ocorrem cada vez mais casos de síndrome da apnéia obstrutiva do sono com o aumento idade. Cita-se que 42% dos indivíduos de ambos os sexos com idade maior que 65 anos apresentam mais de cinco paradas respiratórias por hora durante o sono, por causa do fechamento momentâneo das vias respiratórias. Existem fatores dependentes da idade que poderiam explicar o aumento do número de casos de síndrome de apnéia-hipopnéia do sono no idoso. Entre estes fatores o mais conhecido e é uma maior tendência do colapso das vias aéreas superiores, por um enfraquecimento da musculatura da faringe.

Isto explica o próprio ronco, e a partir de certo grau, a apnéia. A diminuição da função da tireóide, o aumento de peso e a diminuição do controle da respiração também favorecem este problema no idoso.

Sono com qualidade

Dormir bem é tudo o que se quer. Estejamos felizes ou tristes, cansados ou relaxados, uma boa noite de sono ou mesmo uma sesta na hora certa, fazem milagres pelo nosso bem-estar. Mas, embora a natureza nos prepare para dormir por várias horas todos os dias, nem sempre nosso organismo corresponde a essa necessidade, e o resultado é o cansaço, a ansiedade, e muitas vezes o mau humor.

Cêrca de 50% dos idosos têm dificuldade para dormir. O problema acontece porque  à medida que envelhecemos, os neurotransmissores que coordenam o nosso sono também envelhecem. "Os distúrbios do sono não têm origem psicológica, mas orgânica. A sociedade criou o mito de que a dificuldade de dormir tem relação com a consciência pesada, mas a causa da insônia é sempre física".

O sentimento geral é de que o sono é um estado mágico protegido por um 'anjo da guarda'  e que não necessita cuidados. Só os que sofrem com seu sono sabem o quão errada é essa idéia. A prevenção de distúrbios do sono não é diferente de outras formas de prevenção. Assim como devemos escovar os dentes diariamente para evitar cáries e perda de dentes, devemos também tomar cuidados com o sono para que não se venha a desenvolver insônia e outras doenças".

Veja algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono:

Primeiro de tudo, durma em um local confortável, fresco, escuro e silencioso. As alterações de ruído, de luz e de temperadtura podem atrapalhar o sono.
Prepare-se para dormir. Crie seus próprios rituais como a meditação, o relaxamento, a oração ou outra técnica de controle da tensão.
Evite olhar o relógio a cada vez que acordar: este hábito pode piorar uma eventual noite de insônia.
Pratique exercícios regularmente, pois isso melhora as condições do organismo. Mas procure fazer ginástica até seis horas antes de se deitar.
Não durma com fome. Uma boa dica é beber um copo de leite morno antes de ir para a cama: o leite é rico em triptofano que é um precursor da serotonina - substância envolvida no processo de sono.

Faça refeições leves à noite. A partir dos 16 anos, a capacidade digestiva de nosso organismo começa a diminuir, e uma digestão difícil atrapalha terrivelmente o sono.

Use a cama apenas para dormir e não para ver televisão, ler ou jogar videogame, pois esses hábitos são desfavoráveis ao sono.
Se estiver numa noite de insônia, não fique na cama forçando o sono. Levante-se, procure alguma atividade e só retorne quando sentir sono.
Tratamentos para a insônia e outros problemas: Se você tem dificuldade para dormir e as mudanças de hábitos acima não solucionarem o seu problema, é fundamental procurar um médico e se  possível, uma clínica do sono. Nessas clínicas, atravéz do exame de Polissonografia , o paciente é monitorado enquanto dorme para ter seu problema diagnosticado com maior precisão. Os tratamentos para os problemas do sono variam de caso a caso - por isso a avaliação médica é tão importante.

APNÉIA- Corresponde a uma interrupção do fluxo aéreo (respiração), o que leva a uma queda do oxigênio no sangue e a pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso. Sintomas como ronco, sonolência diurna excessiva, problemas de concentração, falta de memória, irritabilidade, dores de cabeça , perda da libido e sensação de sufocamento durante a noite, indicam que o indivíduo é portador da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono. O indivíduo fica muito mais propenso a acidentes de trabalho e de trânsito além das doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmia cardíaca, infarto do miocárdio e derrame cerebral. No Brasil mais de 10 milhões de pessoas são afetadas pela apnéia.

 

Apnéia e Acidente de Trânsito

Cochilar ao volante é uma das atitudes mais perigosas no trânsito. Cêrca de 30% dos acidentes de trânsito no mundo são provocados por motoristas que dormem na direção, responsáveis também por 18% das mortes no asfalto sem contar as mortes das pessoas acidentadas que são levadas aos hospitais para atendimento.

Estudos mostram que a chance para acidentes automobilísticos é duas vezes maior com motoristas que sofrem de apnéia obstrutiva do sono. O distúrbio acomete de 2% a 4% da população saudável. Nos portadores de doenças cardíacas, a prevalência pode chegar a até 30%. Motoristas com apnéia tem duas vezes mais chances de sofrer acidentes de carro. A apneia provoca sonolência durante o dia, alteração de memória e comprometimento do sistema cardiovascular, com o possível desenvolvimento de hipertensão arterial. Como a pessoa dorme muito mal, acordando diversas vezes ao longo da noite para poder respirar, sente muito cansaço no dia seguinte e o grande risco é acabar cochilando no volante. A relação de acidentes automobilísticos ocorre não apenas com a apnéia obstrutiva do sono, mas também com outros distúrbios do sono, como insônia e narcolepsia, os quais podem provocar fadiga ou sonolência incapacitante e, assim, provocar acidentes.

A avaliação médica envolve pesquisa dos sintomas específicos, como ronco constante, engasgos e sonolência diurna, e busca por evidências físicas como obesidade, hipertensão, pescoço largo, entre outros. Se for identificado um risco alto para a doença, é feito um encaminhamento para a avaliação médica específica e a polissonografia, exame que registra as atividades cerebrais e respiratórias durante o sono.

 Para tratar, o paciente precisa perder peso e resolver a obstrução nasal ou, nos quadros moderados e graves, usar durante o sono, uma máscara nasal conectada a um compressor de ar, que gera pressão para abrir a via aérea. Independente do perigo no trânsito, os distúrbios do sono afetam a qualidade de vida das pessoas. É importante o tratamento, pois o descaso pode levar a sérias complicações que podem levar até ao enfarto.

 

 

Instituto do Sono do Vale na Web

Rua major José dos Santos Moreira, 595 - Pindamonhangaba/SP
Em frente ao Pronto Socorro Municipal - Tel.: (12) 3643-2044
E-mail: contato@institutodosonodovale.com.br

www.institutodosonodovale.com.br
Todos os Direitos Reservados

Site Desenvolvido por
WWW.ADRHOST.COM.BR